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Nanicos ocuparão 27% do horário eleitoral

segunda-feira, 10 de maio de 2010.


Graças à profusão de partidos ”nanicos”, a eleição deste ano deve ter 13 candidatos à presidência – o maior número desde 1989. Seis deles integram legendas que não elegeram um único representante na Câmara dos Deputados: PCB, PRTB, PSDC, PCO, PSTU e PSL. O PV, apesar de ser pequeno, não se enquadra na categoria dos nanicos por conta da força eleitoral da candidata Marina Silva, terceira colocada nas pesquisas. A informação é do Jornal O Estado de S. Paulo de hoje.
O fato de partidos inexpressivos ocuparem quase um terço do horário destinado à propaganda eleitoral evidencia falhas na legislação, segundo especialistas ouvidos pelo Estado. Já os próprios candidatos dizem que deveriam ter o mesmo tempo na TV que os adversários das grandes legendas.
A exposição dos nanicos será financiada pelos cofres públicos, de maneira indireta, pois o horário eleitoral só é gratuito para os partidos. Os 10 microcandidatos terão um subsídio conjunto de R$ 34 milhões para se expor no palanque eletrônico de 17 de agosto a 30 de setembro. Cada minuto de propaganda custará R$ 128 mil para o governo.
Além do subsídio indireto, os micropartidos recebem dinheiro do governo por meio do Fundo Partidário – os 10 que pretendem disputar a Presidência, somados, embolsaram R$ 8 milhões no ano passado.
Dinheiro e tempo no horário eleitoral não são os únicos incentivos que a legislação oferece a políticos interessados em ganhar visibilidade na corrida presidencial: eles também terão participação garantida em debates televisionados, em condição de igualdade com os adversários.
Para o cientista político Fernando Abrucio, professor da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, a legislação eleitoral acaba favorecendo “caçadores de verbas públicas” interessados em negociar seu tempo na TV ou em se cacifar para eleições posteriores, graças à visibilidade obtida nos programas eleitorais. “O horário gratuito é o grande recurso público colocado à disposição dos candidatos a presidente. Não é possível que participem dele partidos sem a mínima representatividade nacional.”
Abrucio diz que, apesar de seus parcos votos, os nanicos podem ter papel decisivo em 2010: “São eles que podem levar a eleição para o segundo turno.”
Nas duas últimas eleições presidenciais, os micropartidos,somados, conquistaram menos de 1% dos eleitores - não entra na conta a candidata Heloísa Helena, do PSOL, terceira mais votada em 2006, com 6,85% dos votos válidos.
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Lula diz ao “El Pais” que não há chance de PT perder eleições


Matéria publicada na Folha on Line mostra que durante entrevista ao jornal espanhol “El Pais”, o presidente Lula declarou que “não vê possibilidade” de o PT não ganhar as eleições presidenciais, marcadas para outubro deste ano.
O presidente, no entanto, não criticou o pré-candidato José Serra (PSDB) e chegou a dizer que avalia, independente de quem conquistar a vitória, que não haverá “absurdos”.
“Ganhe quem ganhar, ninguém fará nenhum absurdo. O povo quer seguir caminhando, e não retroceder. No entanto, não vejo a possibilidade de que [o PT] perca as eleições”, disse.
Durante entrevista, o presidente brasileiro ainda destacou o trabalho do governo para minimizar os efeitos da crise econômica mundial. “Se o Brasil mantiver, nos próximos cinco anos, a seriedade nas políticas fiscal e monetária, nas inversões e no controle da inflação, tem tudo para se transformar em uma potência respeitada”, disse Lula ao jornal espanhol.
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Tasso tenta atrair eleitores de Ciro para PSDB


O Ceará deve ser o único Estado do Nordeste em que o presidenciável do PSDB, José Serra, não terá palanque de governador. Caberá ao senador tucano Tasso Jereissati, candidato à reeleição, pedir voto ao paulista.
Com o deputado Ciro Gomes eliminado da disputa presidencial, Tasso está à vontade para fazer campanha para Serra. A estratégia do tucano é fazer com que os votos do seu afilhado no Estado não migrem para Dilma.
Tasso já antecipa o discurso. “Vou mostrar obra por obra que ele trouxe para o Ceará, quando era ministro do Planejamento. E vou desafiar qualquer oponente a ter 5% das obras que ele trouxe para o Ceará, quando ministro do Planejamento: Porto do Pecém, Aeroporto, Castanhão e início do Metrô”, diz o senador.
Serra no Nordeste
O presidenciável tucano já confirmou que visita o Ceará no dia 17. A escolha do Estado para ser a primeira parada não é por acaso. O tucanato quer começar o giro no rastro dos tropeços da candidata pestista.
Depois da passagem de Dilma pelo território cearense há cerca de um mês – sem comunicado prévio ao governador Cid Gomes (PSB) e em meio à operação do Palácio do Planalto para desmontar a candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-SP) -, a ideia é aproveitar o clima de solidariedade aos irmãos que sempre atuaram em parceria com o senador Tasso Jereissati no Estado.
“O presidente Lula continua muito forte no Ceará, mas a antipatia pela candidata dele é crescente”, afirma Tasso. “Pode ser até que a Dilma industrializada, pasteurizada e enlatada no programa eleitoral de TV melhore seu desempenho. Mas fora da tela, não vai ter jeito. É a impressão que estou colhendo por aqui”.
A visita ao Ceará vai começar pelo interior, na região do Cariri, em Crato e Juazeiro, terra de Padre Cícero e um dos maiores centros de romarias e religiosidade popular do Brasil. O dia seguinte ele passa em Fortaleza.
Encarregada de cuidar da agenda de viagens do candidato, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) diz que, no Ceará, a visita tem um objetivo mais político, de conquistar novos aliados. Por isso os encontros com cerca de 200 prefeitos e líderes políticos municipais, tanto na capital como no interior. Mas, como o objetivo é conquistar eleitores além da estrutura política da oposição no Nordeste, bem menor do que a do presidente Lula e sua candidata, os chamados eventos de rua e de mídia não podem faltar.
No giro nordestino, a programação também vai incluir entrevistas a rádios e TVs locais, caminhadas pelas ruas, mercados, feiras e centros comerciais, deixando claro que o objetivo central é aproximar o candidato do povo. Depois do Ceará, estão programadas viagens ao Piauí e a Campina Grande, na Paraíba. Serra também irá ao Recife.
O comando político da campanha deve se reunir hoje em Brasília para avaliar o impacto positivo das viagens. As visitas espaçadas a Estados nordestinos começaram pelo Rio Grande do Norte, mas Serra já visitou a Bahia por duas vezes e Alagoas. “Serra tem deixado ótima impressão por onde passa, mostrando o que fez pelo Nordeste e por cada Estado em particular, seja como ministro do Planejamento ou da Saúde”, atesta o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).
Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo
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Estadão: Dilma terá palanque ‘frágil’ no Ceará

Cid Gomes e Dilma Rousseff
No Ceará, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, subirá no palanque do governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB). Mas o apoio à petista no Estado deve ser tímido, revela o Jornal o Estado de S. Paulo desta segunda-feira.
Apesar de magoado com a forma com que o irmão, deputado Ciro Gomes (PSB), foi tirado da disputa presidencial, assessores próximos a Cid dizem que ele vai seguir a orientação do PSB nacional e pedir votos para Dilma, porém, sem empolgação.
Cid não fala sobre o assunto até o próximo dia 17, quando o PSB deve oficializar a aliança com o PT. Por enquanto, o governador ganha tempo não apoiando ninguém e tenta costurar o mesmo arco de alianças com 21 partidos que o elegeu.
O PT conta com Cid e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), para alavancar a campanha de Dilma no Estado. Os dois, entretanto, estão com o relacionamento estremecido. Um dos motivos é a indicação para vice na sucessão estadual. Cid quer manter a dobradinha com o atual vice-governador, Francisco Pinheiro. A prefeita prefere seu ex-secretário de governo, Waldemir Catanho, aliado dela desde os tempos de militância estudantil na Universidade Federal do Ceará.
Para uma das duas vagas ao Senado, a dupla também tem planos distintos. Luizianne tenta emplacar o ex-ministro da Previdência Social, José Pimentel (PT). Cid resiste. Prefere o nome do velho aliado tucano, Tasso Jereissati, que vai tentar reeleição. A outra vaga da coligação para o Senado já está acertada e tem a concordância de ambos. É o deputado federal e ex-ministro das Comunicações, Eunício Oliveira (PMDB).
Fora da eleição, o deputado Ciro Gomes se dedica aos preparativos do casamento da filha Lívia Saboya Gomes, marcado para 2 de julho.
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Fui! E Ciro bateu asas para os EUA

quinta-feira, 6 de maio de 2010.

… Mas quando voltar ao Ceará
O deputado federal Ciro Gomes (PSB) tomou ontem a rota dos EUA, informou seu ex-assessor, o ex-deputado estadual Oman Carneiro (PRB). Licenciado da Câmara por um período de 30 dias, depois de ter sido rifado da disputa presidencial, Ciro aproveitará para manter contato com instituições e universidades como Harvard, onde estudou, e aproveitar aind para avaliar posturas políticas.
O parlamentar, ao retornar desse giro, deverá vir para Fortaleza acertar sua participação, como ele, disse, nas campanhas de reeleição do governador Cid Gomes (PSB), seu irmão, do senador tucano Tasso Jereissati, seu amigo e líder político, e da senadora Patrícia Saboya que, dependendo do cenário da época, poderá disputar reeleição ou tentar vaga de deputada federal pelo PDT.
Uma certeza dada por Ciro aos seus amigos próximos: não deverá se envolver em campanhas presidenciais.” 
Fonte: Coluna Vertical, do O POVO
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Ex-governador é vítima de furto

quarta-feira, 5 de maio de 2010.
" O ex-governador Lúcio Alcântara sentiu de perto o que é insegurança. Ele teve a porta de alumínio de sua biblioteca furtada na última madrugada.

Lúcio, no entanto, não informou se deu queixa. Ou se chegou a acionar o Ronda do Quarteirão do bairro onde mora."

Fonte:Blog do Eliomar de Lima
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Congresso Ficha Suja

Mais de 40% - ou 203 dos 513 deputados- da Câmara poderiam figurar na lista daqueles que teriam suas candidaturas rejeitadas, caso a Lei da “Ficha Limpa” estivesse em vigor nas eleições deste ano. No Senado, como indica levantamento junto ao Projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil, 38% são citados em processos na Justiça. Essa “bancada” é suficiente para enterrar o projeto do “Ficha Limpa”.
Fonte: Sobral de Prima
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O relato de Erika

terça-feira, 4 de maio de 2010.
Do blog da jornalista Ana Maria Campos: A deputada Érika Kokay (PT) também fez um relato a Durval Barbosa. Ela contou ter ouvido da própria Eurides Brito (PMDB), numa festa de aniversário do deputado Cristiano Araújo (PTB) que vários distritais recebiam pagamento para aprovar projetos na Câmara Legislativa.
Veja o relato:
Érika - Eu vou lhe dizer uma coisa: teve uma vez, eu estava num jantar, a deputada Eurides Brito estava também, e a gente estava com dificuldade para aprovar um projeto que era caro para os trabalhadores. Era a questão do plano de saúde. O Odilon é, inclusive, o presidente do instituto, não é? É isso. A gente tinha um projeto, os trabalhadores tinham concordado em terceirizar e tal, não sei o quê, enfim. Aí, nessa ocasião, os deputados não queriam aprovar, os governistas não queriam aprovar. Nós queríamos aprovar porque era um pleito dos trabalhadores e tal.
E aí ela me disse assim: esse aqui recebe, esse aqui está recebendo propina, esse está recebendo propina, esse está recebendo, e quinta-feira vai votar. E aí quinta-feira realmente votou. E ela apontou o Geraldo Naves que estava nesta reunião - era o aniversário do deputado Cristiano Araújo - apontou o Rogério Ulysses; apontou o… aí não me lembro mais quem. Apontou vários deputados que estavam ali: esse está recebendo, esse está recebendo, esse está recebendo, esse está recebendo para votar quinta-feira. E de fato se votou quinta-feira.
Agora os trabalhadores também ocuparam a Câmara e tal. O senhor tem noção de alguma coisa relativa ao INAS, essa… Odilon Aires? Essa… me ocorreu esse processo, mas o senhor não conheceu?
Durval - Não. Isso eu não tenho nenhum conhecimento desse fato…
Érika Kokay - Está bem.
Durval - Mas se ela falou…
Érika - É, só que ela falou, mas não se sustenta…
Durval - Hein?
Érika - Ela falou, mas não sustenta.
Durval - Se ela falou, mas você presenciou. Você é autoridade. Você pode colocar…
Érika - É…
Durval - … que você presenciou.
Érika - É.
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Ficha Limpa só vale para 2012

De O Globo: Os deputados podem até votar esta semana, no plenário da Câmara, o chamado projeto Ficha Limpa - que impede a candidatura de condenados pela Justiça -, embora ainda sejam grandes as resistências. Mas as novas regras só deverão valer mesmo para as eleições municipais de 2012. Pelo menos é esse o entendimento que prevalece hoje no Congresso.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse nesta segunda-feira que, mesmo que o projeto seja aprovado esta semana , não haverá tempo de as regras serem aplicados na eleição de outubro. Antes contrário à proposta, Vaccarezza diz que, agora, há condições de aprovar o projeto devido às mudanças feitas pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), relator do novo texto, apresentado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ).
- O governo vai ficar distante, não é tema para dar orientação (de governo). O projeto está bastante adequado e deve ser votado ainda esta semana. Mas as regras só valem para 2012 - disse Vaccarezza.
Ele explicou que, apesar de algumas interpretações jurídicas em contrário, a avaliação é de que, para valerem em 2010, as regras precisariam ter sido aprovadas um ano antes, ou seja, em setembro de 2009.
Mesmo depois de mudanças já feitas no projeto de origem popular, que vetava candidaturas de todos os políticos condenados pela Justiça em primeira instância, ainda são grandes as resistências à proposta. O PT, que era radicalmente contra o texto apresentado inicialmente pelo deputado Índio da Costa (DEM-RJ), mudou de ideia depois que Cardozo assumiu a relatoria do projeto, mas não garante todos os votos. O mesmo acontece em outros partidos.
A negociação feita por Cardozo, que prevê a possibilidade de os condenados por um júri colegiado recorrerem a instância superior para tentar suspender a inelegibilidade, foi bem recebida. Mas há quem defenda outras mudanças no texto, para garantir a aprovação. Entre elas, a exigência de que, nos casos de crimes eleitorais, a condenação seja em segunda instância para impedir a candidatura. O argumento é o de que, nos tribunais regionais eleitorais, pode haver perseguição política.
Os que estão contrários ao projeto trabalham para que haja um esvaziamento do plenário nesta terça-feira, quando o projeto deve entrar em pauta. Eles são contra, mas não querem expor essa posição no painel eletrônico de votação.
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Processo contra Durval

Da coluna de Cláudio Humberto: O empresário José Celso Gontijo acionou seu advogado, o ex-ministro Sepúlveda Pertence, para processar Durval Barbosa, delator do DEM, que o acusou de ser sócio de Arruda em um condomínio no DF. Mas o troço é da PauloOctavio e Via Engenharia (40% cada) e Poupex (20%).
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PT se defende de acusações

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, disse não temer as denúncias feitas por Durval Barbosa em depoimento à Comissão de Ética, onde disse que o PT “também tinha pecados”. “Confiamos plenamente nos nossos representantes, na nossa bancada. Então queremos que Durval mostre quem são os pecadores”, afirmou. Policarpo disse ainda que, se algo ficar comprovado contra algum petista, não haverá dois pesos e duas medidas: “Pediremos para ele o mesmo rigor na apuração e na punição que pedimos aos demais”, assegurou.
Um petista citado em novas denúncias da Caixa de Pandora, o ex-distrital Chico Floresta divulgou uma nota negando ter qualquer relação com o suposto esquema de pagamento de propinas que teria se instalado no Distrito Federal. O nome do petista aparece em uma das listas esquecidas pelo ex-secretário de Obras Márcio Machado numa emissora de tevê e que, depois de periciado, afirmou-se ter sido escrita pelo ex-governador José Roberto Arruda. Na lista, o nome “Chico Floresta” aparece ao lado da anotação “80 - OK” (leia aqui).
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Seis anos de esquema

Do Correio Braziliense: Entre janeiro de 2003 e novembro de 2009, quando foi deflagrada a Operação Caixa de Pandora, Durval Barbosa admitiu ter recebido R$ 160 milhões em propinas para o esquema supostamente comandado pelo ex-governador José Roberto Arruda. Desse montante, R$ 60 milhões teriam sido desviados da Codeplan, de contratos com empresas de informática, durante o último mandato do ex-governador Joaquim Roriz, hoje no PSC. Já no governo Arruda, o valor teria chegado a R$ 100 milhões.
Com o depoimento prestado à deputada Érika Kokay, relatora do processo de possível quebra de decoro de Eurides, Durval confessou ter recebido o dinheiro pessoalmente. “Passou pela sua mão?”, questionou a petista. “Pela minha mão”, confirmou Durval.
O ex-secretário de Relações Institucionais do GDF disse que pagava alguns integrantes do suposto esquema, como a deputada Eurides Brito, Fábio Simão (ex-chefe de gabinete de Arruda) e o distrital Benício Tavares, todos do PMDB, a pedido do ex-governador. Ele negou que o pagamento feito em 2006, em que Eurides aparece em vídeo colocando o dinheiro na bolsa, tenha sido feito por recomendação de Roriz, como sustenta a peemedebista.
Durval contou que prestava contas a Arruda e disse que ele tinha o controle de tudo. “O negócio era estruturado, devidamente organizado, descentralizado, mas integrado”, descreveu. “Era uma organização criminosa, que funcionava com chefia, com time, funcionava com tudo”, acrescentou. De acordo com Durval, no governo Arruda, Fábio Simão deixou de ser beneficiário de mesada, como supostamente ocorria no governo Roriz, e se tornou operador. A própria Eurides teria passado a receber por outra fonte, o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel.
Durval voltou a denunciar pagamento de propina para aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) e citou Eurides, relatora setorial do projeto, como uma das prováveis beneficiadas. Disse que empresários pagaram duas vezes. Uma vez para os distritais e outra para o governo. E explicou: “Ali tinha criação de algumas áreas, tinha a junção de alguns terrenos e mudanças de gabarito, tudo ao mesmo tempo, tinha uma loucura”.
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Lula chora e fala em continuidade

segunda-feira, 3 de maio de 2010.
Em três eventos de comemoração ao Dia do Trabalho, organizados em São Paulo por centrais sindicais e patrocinados em parte por estatais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a continuidade de seu governo e promoveu indiretamente a candidatura da petista Dilma Rousseff.

``Quando eu deixar a Presidência, vou mandar registrar em cartório tudo o que fiz (...), porque quero que quem venha depois de mim - e vocês sabem quem eu quero - saiba que vai ter de fazer mais e melhor``, disse Lula na festa promovida pela Força Sindical e pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) no 1º de Maio.

Já no evento promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), ele voltou à carga. Depois de destacar realizações de seu governo, disse que não é possível ``mudar, em oito anos, 500 anos de desigualdade``. ``É preciso mais tempo, mas com sequenciamento``, afirmou. Logo a seguir voltou-se para a correligionária: ``Dilma, você ouviu o que eu disse?``

Após as manifestações do presidente, líderes da oposição afirmaram que ele está fazendo campanha antecipada e que o caso será levado à Justiça Eleitoral. Os oposicionistas também contestaram o patrocínio estatal a eventos que, segundo eles, viraram palanques para Dilma, sempre presente ao lado do presidente.

Nos discursos, Lula destacou ganhos dos trabalhadores nos últimos anos e apoiou o projeto de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, atualmente a principal bandeira de centrais como a CUT e a Força Sindical.

O presidente chegou a chorar ao dizer que aquela seria sua última participação, como presidente, em um ato de trabalhadores. Dirigindo-se ao presidente da CUT, Artur Henrique, fez um pedido: ``No próximo 1º de Maio, me convide, porque, se tiver alguém ruim na Presidência, a gente vem aqui meter o pau neles, mas, se for alguém bom, a gente vem aqui cumprimentar``.

A pré-candidata fez discursos elogiosos a ele. Lembrou que foram gerados 12,4 milhões de empregos com carteira assinada em sete anos e previu que, até o fim deste ano, outros 2 milhões serão criados. ``Com isso, 24 milhões de brasileiros saíram da miséria e outros 31 milhões ascenderam à classe média.`` (das agências)
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"Dilma terá palanque único em Minas"


Fernando Pimentel (à dir.), na foto, ao lado do ministro da 
Educação(Foto: WILSON DIAS/ABR)

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, descartou ontem a possibilidade de a direção nacional do PT precisar intervir em Minas para garantir o acordo nacional com o PMDB. Pimentel, que é um dos principais coordenadores da campanha presidencial da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o PT mineiro irá respeitar a política nacional de alianças aprovada pelo partido e garantiu que em Minas haverá palanque único da base aliada e acordo com o PMDB.

"Está havendo uma leitura equivocada. Não vai haver intervenção, porque já está decidida qual é a política nacional de alianças do partido. Quem não entendeu isso é porque não entendeu nada. Vai ter palanque único em Minas Gerais. É uma decisão do Congresso do PT", afirmou, ao chegar para votar na prévia que irá indicar o pré-candidato do partido ao governo do Estado.

O ex-prefeito, porém, defende o direito de o PT ter o cabeça-de-chapa e diz que não existe determinação para que o candidato seja o senador Hélio Costa (PMDB). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende que os petistas abram mão da postulação para não ameaçar a aliança nacional com o PMDB em torno da candidatura de Dilma.

Pimentel, que disputa a indicação em Minas com o ex-ministro Patrus Ananias, admitiu outras possibilidades, como concorrer ao Senado. As prévias aconteceram ontem e até o fechamento não havia o resultado. (das agências)
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Minas

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), pré-candidato à reeleição, admitiu que o presidente do partido no Estado, Nárcio Rodrigues, conversa com setores do PMDB. Além da demora do PT em apoiar a candidatura do ex-ministro Hélio Costa, diante da prévia entre o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias, parte do PMDB de Minas está incomodada com o governo federal por colocar o advogado Alexandre Aguiar na presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em vez de Carlos Magno, integrante da Executiva Estadual do partido. Segundo Anastasia, é natural que como governador ele mantenha diálogo com integrantes do PMDB e PT.
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Disputa pelo Senado evidencia racha no PSDB-SP

A disputa pela vaga de candidato tucano ao Senado em São Paulo pode trazer de volta o racha entre os grupos ligados a José Serra e Geraldo Alckmin. Na disputa pela Prefeitura de São Paulo no ano retrasado, o grupo ligado ao pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, defendia a candidatura do então vice Gilberto Kassab (DEM), enquanto o ligado a Geraldo Alckmin queria a candidatura própria com o ex-governador.

Agora, com a disputa interna entre o ex-secretário da Casa Civil de São Paulo Aloysio Nunes Ferreira e o deputado José Aníbal, os serristas defendem Aloysio como candidato ao Senado. Já os tucanos ligados a Alckmin, que irá concorrer ao governo paulista, defendem a candidatura de Aníbal.

Hoje, os 105 membros do Diretório Estadual debatem o assunto. Em uma votação secreta, duas teses serão tratadas. A primeira prevê a escolha neste momento de Alckmin como candidato ao governo, Guilherme Afif, do DEM, a vice. No Senado, o candidato seria Aloysio, que teria o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) como companheiro de chapa.

A segunda tese defende a escolha do candidato ao Senado na convenção em junho quando votarão cerca de 3.800 delegados. Aníbal afirma ter garantido cerca de 50 votos do Diretório Estadual e, desde agora, trabalha para conseguir apoio entre os delegados.

Se o pedido de Aníbal for aceito, irá atrasar o lançamento da chapa tucana em São Paulo marcado para o dia 8 de maio.

Mesmo com a ``anistia`` pela entrada de Alckmin no governo, o racha evidenciado na eleição municipal voltou em fevereiro de 2009 na disputa pela liderança do PSDB na Câmara, quando Aníbal foi eleito líder.

Um grupo de 19 dos 58 deputados tucanos fez um uma carta de repúdio à reeleição de Aníbal, que foi chamada de ``golpe``. (da Folhapress)
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Eleição

Desde a última eleição para presidente da República, em 2006, o número de eleitores com 16 e 17 anos de idade caiu 25,65%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o cientista político Valdir Pucci, o Brasil vive uma espécie de acomodação democrática que provoca esse desinteresse dos jovens pela vida política. "O país vive essa normalidade democrática. Nós vamos ter uma eleição neste ano mais burocrática, o que não empolga o jovem. Essa realidade é parecida com a dos lugares onde o voto é facultativo. A eleição não mobiliza a sociedade", afirma.

> INTERNET. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) convocou a militância para defender Dilma Rousseff, pré-candidata do partido à eleição de outubro para a Presidência da República, contra os ataques do PSDB, classificados por Mercadante como uma "guerra suja na internet". Segundo ele, a internet nessas eleições será um ``importante espaço de disputa, tão fundamental quanto a entrega do santinho``. Conforme dados apresentados pelo senador, são 15,9 milhões de paulistas na rede virtual, dos quais 11,5 milhões em redes sociais, como Orkut.
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