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Confronto entre PM e MST

quarta-feira, 28 de abril de 2010.
A manifestação na Assembleia, segundo os líderes do movimento, era para conseguir apoio para falar com Cid Gomes!
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Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) compareceram ontem, à Assembleia Legislativa. O objetivo deles, segundo afirmações de seus representantes, era conseguir, junto aos deputados, apoio para que o governador Cid Gomes o recebessem, em Palácio, para discutir a agenda de suas reivindicações. Mas a visita do grupo ao Legislativo cearense acabou gerando conflitos com a Polícia Militar. A deputada Rachel Marques (PT) disse ter sido atingida no rosto, no meio do confronto.

De acordo com a parlamentar, que intermediou a entrada dos manifestantes nas galerias da Poder Legislativo, eles foram impedidos, por policiais militares, de entrarem no prédio, o que ocasionou toda a confusão. Ela informa que de início estava assegurada a entrada deles naquela Casa, porém afirma que logo após, chegou a informação de que a entrada havia sido negada, razão justificada, posteriormente, sob a alegação de que o pessoal estava armado.

"Lamentável os acontecimentos ocorridos na entrada das galerias. Acho que foi totalmente desnecessário. Aqui é a Casa do povo não podemos impedir uma manifestação democrática de acontecer nesta Casa", reivindicou a parlamentar que também explicou, "fui atingida no intuito de garantir que o conflito não pudesse tomar maiores proporções".

Confusão

A parlamentar foi atingida no rosto perto do olho. Ela afirma não saber de onde partiu o objeto que lhe atingiu, se da Polícia ou dos manifestantes, mas pediu ao presidente da Casa, deputado Domingos Filho (PMDB), para apurar o que ocasionou a confusão que motivou o confronto dos sem terra e policiais.

Do lado de fora, alguns manifestantes carregavam pedaços de paus, facas e também bombas caseiras, disseram integrantes da Polícia. Após a confusão alguns representantes do MST entraram nas galerias e um outro grupo foi recebido no gabinete da presidência.

Segundo Rachel Marques, os integrantes do MST apenas queriam que os deputados intermediassem com o governador Cid Gomes, uma reunião para discutirem algumas reivindicações, a maioria, ligadas à seca verde no Estado do Ceará.

O deputado Artur Bruno (PT) também se pronunciou a favor dos integrantes do MST. Ele pondera que houve um encaminhamento errado da PM da Assembleia ao impedir a entrada dos manifestantes.

O deputado Fernando Hugo (PSDB) não concordou. O tucano deixou claro que nenhum PM soltou bomba nos manifestantes e que nenhum deles foi atingido.

O presidente da Casa, Domingos Filho, afirmou não proceder a informação de que a Polícia de apoio da Assembleia impediu a entrada dos integrantes do MST. Segundo ele, apenas os policiais solicitaram que as pessoas que estavam portando algum tipo de instrumento que pudesse lesionar alguém, deixasse do lado de fora e limitou a entrada dentro da capacidade das galerias da Assembleia.

O líder do Governo na Casa, deputado Nelson Martins (PT), informou que essa reunião entre o MST e o governador já está sendo marcada, mas por enquanto, afirma não haver data definida. Ele lembrou que o Governo já recebeu o Movimento outras vezes e não deixará de receber desta vez.

Reivindicações

Uma comissão dos integrantes do MST foi recebida pelo presidente da Assembleia, o líder do Governo e a deputada Rachel Marques. Na reunião ficou o compromisso dos parlamentares em intermediar com o governador as reivindicações dos manifestantes.

O MST reivindica do Governo um projeto produtivo emergencial para a geração de trabalho e renda em assentamentos e comunidades rurais já atingidos pela seca verde. Além disso, eles pedem a solução de problemas enfrentados por três acampamentos localizados em Itapipoca, Amontada e em Fortaleza.

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