A pesquisa do instituto Datafolha, divulgada no dia 23 de dezembro, que mostrou a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), como a pior administradora entre oito capitais avaliadas, não constitui, necessariamente, uma novidade para quem mora na cidade.
Na verdade, isso já perceptível a partir de três formas informais de avaliação: 1) a constatação visual de que Fortaleza é carente de MANUTENÇÃO BÁSICA, quanto mais de novas obras; 2) o sofrimento de quem necessita dos serviços prestados pela prefeitura, como atendimento médico ou a organização do serviço de transportes; 3) as impressões que moradores de bairros diferentes trocam entre si, que ao longo do tempo, formatam uma avaliação mais ou menos consistente.
No entanto, apesar dos pesares, mesmo com a consolidação de uma imagem negativa, convém aos críticos e adversários de Luizianne não subestimarem a petista. Afinal, como sempre digo aqui no blog, ela encarna um caso inédito no marketing político mundial: foi a primeira prefeita a ser reeleita com uma promessa não cumprida (o Hospital da Mulher). Só isso basta para mostrar sua capacidade de reação na hora do embate eleitoral, quando a emotividade pode fazer frente à experiência vivida.
Em 2007, a gestão Luizianne não era bem avaliada e ainda sim, deu no que deu: vitória no primeiro turno. Um passeio. Assim, vale alertar a oposição que, para os eleitores, a prefeita é ruim, mas que por instinto de autopreservação, não está disposta a votar em qualquer um, em candidatos de última hora, com campanhas sem propostas. Prefere o mal conhecido…
De resto, a prefeita, mesmo considerando sua pouca aptidão para tratar de problemas administrativos, ou sendo mais claro, sua incompetência para cargos executivos, tem bom desempenho nos labirintos do poder. Controla a Câmara Municipal, onde emplacou um vereador “fiel” para presidir a Casa em que tem maioria folgada. Esse grupo, por si, já representa um forte time de cabos eleitorais, empenhados em manter suas posições. Luizianne conta ainda com o comando do PT na capital, o que significa acesso a uma teia de ONGs, associações, universidades, rádios comunitárias, sindicatos, movimento estudantil e outras entidades aparelhadas pela sigla.
Daí que a prefeita sentencie, com uma segurança que contrasta com a realidade de Fortaleza, ser capaz de eleger até um poste. Como ensinava Maquiavél, um adversário caído não é um adversário vencido. Ele sempre pode se levantar caso não seja devidamente imobilizado.
Isso aconteceu nas últimas eleições em Fortaleza. E o resultado é esse captado pela pesquisa Datafolha: decepção e insatisfação.
Na verdade, isso já perceptível a partir de três formas informais de avaliação: 1) a constatação visual de que Fortaleza é carente de MANUTENÇÃO BÁSICA, quanto mais de novas obras; 2) o sofrimento de quem necessita dos serviços prestados pela prefeitura, como atendimento médico ou a organização do serviço de transportes; 3) as impressões que moradores de bairros diferentes trocam entre si, que ao longo do tempo, formatam uma avaliação mais ou menos consistente.
No entanto, apesar dos pesares, mesmo com a consolidação de uma imagem negativa, convém aos críticos e adversários de Luizianne não subestimarem a petista. Afinal, como sempre digo aqui no blog, ela encarna um caso inédito no marketing político mundial: foi a primeira prefeita a ser reeleita com uma promessa não cumprida (o Hospital da Mulher). Só isso basta para mostrar sua capacidade de reação na hora do embate eleitoral, quando a emotividade pode fazer frente à experiência vivida.
Em 2007, a gestão Luizianne não era bem avaliada e ainda sim, deu no que deu: vitória no primeiro turno. Um passeio. Assim, vale alertar a oposição que, para os eleitores, a prefeita é ruim, mas que por instinto de autopreservação, não está disposta a votar em qualquer um, em candidatos de última hora, com campanhas sem propostas. Prefere o mal conhecido…
De resto, a prefeita, mesmo considerando sua pouca aptidão para tratar de problemas administrativos, ou sendo mais claro, sua incompetência para cargos executivos, tem bom desempenho nos labirintos do poder. Controla a Câmara Municipal, onde emplacou um vereador “fiel” para presidir a Casa em que tem maioria folgada. Esse grupo, por si, já representa um forte time de cabos eleitorais, empenhados em manter suas posições. Luizianne conta ainda com o comando do PT na capital, o que significa acesso a uma teia de ONGs, associações, universidades, rádios comunitárias, sindicatos, movimento estudantil e outras entidades aparelhadas pela sigla.
Daí que a prefeita sentencie, com uma segurança que contrasta com a realidade de Fortaleza, ser capaz de eleger até um poste. Como ensinava Maquiavél, um adversário caído não é um adversário vencido. Ele sempre pode se levantar caso não seja devidamente imobilizado.
Isso aconteceu nas últimas eleições em Fortaleza. E o resultado é esse captado pela pesquisa Datafolha: decepção e insatisfação.
























































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